Há um momento, durante a massagem, em que o corpo simplesmente cede. A respiração muda, os ombros descem, o olhar suaviza por dentro. Não é magia — é fisiologia. O toque certo, no ritmo certo, desperta no corpo uma memória antiga: a sensação de segurança. E é a partir dessa segurança que o sistema nervoso começa a reorganizar‑se. Vivemos grande parte dos dias em modo de alerta. O corpo vigia, contrai, acelera. O sistema simpático — responsável por nos manter prontos para reagir — torna‑se dominante quando o stress se prolonga. A massagem atua como um convite para sair desse estado. O toque lento e contínuo envia sinais diretos ao cérebro, lembrando‑o de que não há perigo. A partir daí, o corpo começa a desligar mecanismos de defesa que estavam ativos há demasiado tempo. Quando essa mensagem de segurança chega ao sistema nervoso, o parassimpático desperta. É ele que governa o descanso, a digestão, a recuperação profunda. A respiração torna‑se mais ampla, o ritmo cardíaco desacelera,...